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POSTOS DE TRABALHO

Costureira

A BraSgoldeN trabalha no segmento de consultoria e orientação, sempre baseada em especificações técnicas, legais, confederativas e normativas em todas as esferas as quais o determinado posto esteja sujeito.

Posto de trabalho: Costura

Empresas: Indústrias Têxtil Vestuário Couro e Calçados

A adequação de um posto de trabalho nas Indústrias Têxtil Vestuário Couro e Calçados, devem atender as legislações pertinentes a ocupação dentre elas a NR17 além da determinação da CONACOVEST.

Não entramos em questões de previdencia social, alvará e licença de funcionamento. Nos restringimos, neste artigo, a NR17 e a CONACOVEST.

Temos os seguntes pontos a serem verificados: cadeira, mesa e treinementos.

A adequação dos postos de Costureira de Indústrias Têxtil Vestuário Couro e Calçados data de 2012 e tem seu fundamento no texto abaixo:

No mês de junho (2012) o Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco celebrou um acordo que o fez entrar para história das lutas e mobilizações em defesa das (dos) trabalhadoras (es) da categoria. Trata-se de uma cláusula a ser inserida na Convenção Coletiva de Trabalho onde as empresas terão de fornecer a suas (seus) funcionárias (os) cadeiras ergonômicas de acordo com o laudo solicitado pela CONACCOVEST e elaborado pela FUNDACENTRO através do ergonomista Ricardo da Costa Serrano. Lembrando que esta conquista é resultado de mais de dois anos de lutas e muitas reuniões até se chegar a um consenso. O Sindicato, inclusive, tem priorizado em suas convenções pleitos que são importantes para suas (seus) representadas (os) e a cadeira ergonômica era um destes, pois está comprovado que um posto de trabalho ergonomicamente correto contribui para o não adoecimento da (do) trabalhadora (or). Para tanto, montou-se uma comissão para tratar dos temas Saúde, Segurança no Trabalho e Meio Ambiente que tem como membros Milene Rodrigues, Elias Ferreira, José Antonio S. Rodrigues e Ricardo da Costa Serrano

Esta equipe tratou de pesquisar e elaborar laudo ergonômico conforme determina os itens 17.1.2 e 17.3.3 da NR-17 e item 12.97 da NR-12 o que fez desta reivindicação um pedido seguro e bem amparado nas normas legais. Com esta nova cláusula na Convenção, as (os) trabalhadoras (es) já têm uma importante arma para combater os Distúrbios Osteomusculares (síndrome clínica que afeta o sistema músculo-esquelético, em geral, caracterizada pela ocorrência de vários sintomas tais como dor crônica, parestesia, fadiga muscular, manifestando-se principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou membros superiores).

Com este marco, o Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco passa a ser a primeira entidade do Brasil no Setor da Confecção a ter inserida em sua Convenção Coletiva de Trabalho cláusula obrigacional que trata do cuidado da saúde das (dos) trabalhadoras (es) na questão de ergonomia. Segundo a negociadora do setor patronal, dra. Maria Tereza El Cheik Pugliese, o acordo obriga as sete mil empresas de São Paulo a fornecer cadeiras ergonômicas a suas (seus) empregadas (os), em conformidade com o laudo da FUNDACENTRO. “Não importa o tamanho da empresa e de suas (seus) funcionárias (os), pois o Sindicato lutou e conquistou o benefício para todas (os) as (os) 80.000 trabalhadoras (es) por ele representados. Foi uma luta árdua que valeu a pena”, afirmou o diretor da entidade, Elias Ferreira.

Para explicarmos esta adequação, vamos voltar as normas aqui regentes.

Lembrando que essa adequação é para todos os trabalhadores das Indústrias Têxtil Vestuário Couro e Calçados

Em cumprimento aos subitens 17.1.2 e 17.3.3 da Norma Regulamentadora NR-17, juntamente com o subitem 12.97 da Norma Regulamentadora NR-12 ambas editadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego que tratam do assunto de assentos utilizados nos postos de trabalho e que visam estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar e conforto, segurança e desempenho eficientes as indústrias abrangidas pela presente Convenção Coletiva de Trabalho, a partir de 01/07/2012, deverão fornecer aos seus trabalhadores cadeiras ergonômicas, e, para aqueles que ocupem posições estáticas, o equipamento necessário ao descanso dos membros inferiores, em conformidade as especificidades ergonômicas da FUNDACENTRO/SP.

As indústrias que ainda não estão enquadradas nas exigências contidas nas normas regulamentadoras supracitadas, no tocante a equipamentos e assentos relativos à ERGONOMIA deverão fazê-lo no período de 12 (doze) meses a partir da data do presente instrumento normativo (31/08/2012).

Recomenda-se, que as indústrias ao adquirirem cadeiras solicitem da empresa fornecedora o respectivo laudo que ateste a realização de testes de gramatura de tecido, resistência mínima à tração, resistência mínima ao rasgamento, esgarço, ensaios de espumas flexíveis de POLIURETANO, teste de impacto ao sentar, testes de mecanismo reclinável, teste de durabilidade de amortecedores, ensaio para determinação das forças atuantes em molas a compressão, bem como as mesmas deverão ter uma garantia mínima de 3 (três) anos.

A seguir, a descrição técnica das cadeiras ergonômicas q serem fornecidas pelos empregadores aos trabalhadores (as) que exercem suas funções em bancadas baixas e altas e para costureiras, de acordo ao laudo da FUNDACENTRO:

a) Altura ajustável á estatura do trabalhador e à natureza da função exercida, de modo que uma pessoa baixa possa sentar-se confortavelmente, e por meio de dispositivos, uma pessoa alta possa regulá-los de modo a também ela sentir-se confortavelmente instalada ao sentar-se. A cadeira deve possuir regulagem de altura do assento devendo essa regulagem ser a gás.

b) Característica de pouca ou nenhuma conformação na base do assento. O assento deve ser de espuma injetada de poliuretano (mínimo 50 kg/m3). As estruturas do assento e do encosto deverão ser em madeira compensada moldada anatomicamente, para promoverem uma boa circulação sanguínea, bem como para promover o apoio adequado á coluna lombar. O encosto deverá possuir as seguintes características mínimas:
Raio de curvatura mínimo de 400 mm;
Profundidade do apoio lombar de 13 a 25 mm;
O encosto deverá possuir uma blindagem de proteção, na parte posterior, em polipropileno;
A profundidade entre o fim das coxas e a parte frontal da cadeira deverá ter 40 cm de comprimento e 40 cm de largura, a fim de não causar desconforto provocado pela pressão do assento sobre o fim da coxa, ou trombose por bloqueios á circulação sanguínea.

c) O assento deve possuir em sua borda frontal um arredondamento. O assento deve possuir em sua borda frontal um arredondamento. O assento deve ser de espuma injetada de poliuretano (mínimo 50 kg/m³) com a finalidade de evitar desconforto e anestesia da pele das nádegas e coxas;

Encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar, sua inclinação deve variar somente de 3 a 5 graus para permitir a sustentação do tronco. O encosto deve proteger a região lombar, a abertura entre o assento e encosto da cadeira (superfície do assento x parte inferior do encosto) não deve ultrapassar 15 cm. O encosto deve ser de espuma injetada de poliuretano (mínimo 50 kg/m³) e seu comprimento não deve superar 33 cm. O encosto deverá possuir uma blindagem de proteção, na parte posterior, em polipropileno;

d) A base da cadeira deve ser fixa, com 5 (cinco) sapatas (pentagonal), para total estabilidade do sistema, chapas de aço ABNT 1010/1020.
Para garantir a durabilidade do sistema às bases deverão apresentar resistência, conforme abaixo descrito

Resistência mínima à tração da base: 38 kgf/mm2
Alongamento máximo admitido na ruptura: 22%
Módulo de elasticidade mínima de 17.000 kgf/mm2, para evitar a deformação da base e suas conseqüentes implicações e prejuízos ao bom funcionamento do produto.
As pás (pés) da base, em aço, deverão receber um perfil de proteção de polipropileno.

O tubo central da cadeira deve ter mola amortecedora de espessura e arame mínimo de 6 mm para evitar impactos ao sentar brusco, apresentando amortecimento inclusive na regulagem mínima.

Deve ser o tubo selado de ar comprimido, para regulagem de altura em “n” posições, permitindo a adequação da altura da cadeira. O acionamento da regulagem de altura deverá ser através de um simples toque na alavanca, disposta sob o assento.
Deve o tubo ter blindagem dupla telescopia de polipropileno. A Blindagem evita o acúmulo de pó nos mecanismos do tubo central.

e) as dimensões da cadeira devem obedecer a Norma da ABNT de N.º 13.962;

f) A cadeira não deve possuir braços;

O revestimento tanto do assento como do encosto devem ser em tecido 100% poliéster com gramatura mínima de 300g/m²;

h) A cadeira deve ser giratória permitindo movimentos de lateralidade.

i) Cadeira para as bancadas de produção, cadeira tipo caixa, deverão ser utilizadas em todas bancadas de trabalho altas e devem possuir dimensões que obedecem a Norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) de N.º 13.962 e possuir um aro apóia-pés regulável.

j) A cadeira para bancada alta deve atender as especificações descritas aos itens a,b,c,d,e,f,g e h ter as seguintes dimensões:

A altura da superfície do assento (intervalo de regulagem) deve ser valor mínimo de 670 mm e valor máximo de 720 mm

A altura do assento ao apóia-pés deve ser valor mínimo 420 mm e valor máximo 500 mm;
Raio do aro apóia-pés deve ser de 230 mm.

A cadeira fornecida para os (as) trabalhadores (as) que trabalhem em bancadas (mesas) e para costureiras devem ter altura de superfície do assento (intervalo de regulagem) de valor mínimo de 420 mm e valor máximo de 500 mm.

A Nova Cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2013, tornou-se obrigatória a contar 01 ano após assinatura da minuta que é a partir de 30/08/2012.

FONTE: http://www.conaccovest.org.br/images/noticiasimg/revista_dez2012.pdf

FONTE: http://www.stivarsp.org.br/noticia/75/ergonomia

CADEIRA PARA COSTUREIRA EM DETALHES

QUE CADEIRA DEVO USAR NO POSTO DE COSTURA

GOLDEN SEW – COMPARATIVO DE MODELOS

GOLDEN SEW – HO21

GOLDEN SEW – HO27

GOLDEN SEW – HO28

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