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QUAL A CADEIRA QUE DEVO USAR NA RECEPÇÃO DO MEU CONDOMÍNIO?

Vamos falar aqui de uma matéria bastante interessante que elaboramos para a www.cmqv.org: ERGONOMIA E SUSTENTABILIDADE HOTELEIRA

Qual a cadeira que devo usar na recepção do meu condomínio? Uma questão muito interessante foi levantada em uma reunião técnica com o pessoal da hotelaria.

Falávamos de problemas de fadiga, dores musculares e segurança e uma das responsáveis pelos área facility  perguntou ao engenheiro sobre as cadeiras do pessoal da recepção. Essa pergunta já  havia sido formulada por um síndico e a mesma explicação foi dada A concièrge.

Os checkouts tem legislações específicas como o Anexo I da NR17 mas e os outros postos. O que fazer? Como melhorar a qualidade de vida do profissional afinal, a prevenção e o cuidado com a saúde dos colaboradores é parte fundamental da cadeia de sustentabilidade de qualquer empresa.

Vejam a matéria e – boa leitura!

Qual a cadeira que devo usar na recepção do meu condomínio?

Pergunta formulada por um síndico de condomínio:

Qual cadeira eu compro para a recepção do condomínio? E os seguranças? Preciso de algo forte, durável e que dê conforto ao pessoal que zela pelas nossas vidas e patrimônio.

Estou cansado de reclamações e sempre aparece o fantasma de uma reclamação trabalhista e quem paga o pato é o síndico. Quero saber e quero tudo dentro da lei.

Resposta: Seu e mail é muito oportuno e me enseja como sugestão um texto esclarecedor que passo a fazê-lo abaixo, de maneira resumida.

Neste canal de e mail posso mesclar conceitos técnicos com comerciais com produtos por nós fabricados o que normalmente não o faço e evito quando escrevo textos mais acadêmicos em função da ética.

Como temos em nossas empresas dois chapéus, uma como fabricante de cadeiras e acessórios pela www.mundoergonomia.com.br e outra como consultores pela www.cmqv.org onde nosso foco é qualidade de vida incluindo a ergonomia para mim torna-se mais fácil lhe responder.

Em resumo temos dois típicos postos de trabalho diferentes:

– O posto chamado de recepção, alguns internos ao edifício (muito comuns em prédios comerciais, flats e afins) e a maioria dos residenciais com postos externos nas cabines envidraçadas com interfone.

– Os postos dos funcionários da segurança.

Os primeiros ficam sentados.

Os segundos deveriam ficar de pé. Porem ambos são trabalhadores e como tais, a Legislação Brasileira, notadamente a NR 17, que muitos não sabem, é LEI FEDERAL, determina que antes de tudo os trabalhadores tenham qualidade de vida em seus postos, devem trabalhar com conforto, segurança, evitar posições que comprometam músculos e ossos.

Isto é, prevenção de doenças futuras originadas no trabalho.

Assim não se trata apenas da escolha e compra da cadeira ou mesa ou bancada, mas também as condições ambientais em torno do trabalho, como acesso fácil a banheiro limpo e higienizado, abrigo das intempéries, proteção de ruído (se tratar de lugar com níveis acima da Norma), temperatura, ventilação, proteção contra raios UVA e UVB, pausas, descansos e até proteção contra a vida que em certos graus pode gerar stress e o stress está devidamente expresso que deve ser evitado no trabalho.

Há outras condições que apenas uma Análise Ergonômica do Trabalho AET que precisa ser realizada em qualquer empresa que possua CNPJ e, portanto, SMJ, os Condomínios.

Por exemplo, eu resido em um condomínio com oito seguranças permanentes 24 horas por dia, com uma recepção segurança na entrada e uma recepção 24 horas com balcão interno, que de dia ficam dois a três funcionários e durante a noite um. São postos de trabalho distintos.

Focando exclusivamente os postos de trabalho em termos de assento, temos que abordar de pronto o principal:

Qual a altura da mesa ou bancada?

Se mais baixa tipo escrivaninha de escritórios da ordem de 540 mm a 740 mm em relação ao piso ou mais altas acima de 750 mm chegando a 900 mm ou ainda mais? No primeiro caso deve-se usar uma cadeira com coluna giratória que permita uma regulagem da altura do assento entre 370 mm a 470 mm ou mais.

No segundo caso parte-se de aproximadamente 470 mm ou 500 mm e a máxima quanto mais alta melhor, a fim de atender uma gama grande de diferenças de alturas de mesas e tamanho dos trabalhadores.

Não esqueça que no mercado estas colunas giratórias normalmente movidas a pistão a gás pressurizado, (pois não existe mais as chamadas mecânicas após o barateamento das colunas a gás), possuem cursos, isto é diferença entre a medida mínima até a máxima dos assentos em relação ao piso.

Há muitos cursos no mercado: Por exemplo, 70 mm, 100 mm, 130 mm e até colunas com a extraordinária capacidade de adequação de alturas com 260 mm, esta última um verdadeiro bálsamo para os ergonomistas, pois atendem pessoas baixas e altas.

Tudo vai depender do fabricante do assento, isto é das cadeiras e principalmente de quem vai comprar sabendo o que vai especificar e exigir ao comprar. Assim é fundamental que se especifique pelo menos este particular.

Observe que qualquer assento, qualquer tamanho de assento e ou encosto e mecanismos, este conjunto, pode ser montada sobre o sistema coluna giratória que por sua vez será montado em uma base de no mínimo cinco patas sobre a qual serão montados os pés fixos ou móveis chamados de sapatas ou deslizadores e rodízios respectivamente.

Mas o que escolher em termos de tamanho dos assentos, qualidade, durabilidade, beleza?

Pois a maioria das cadeiras atesta que atendem as especificações mínimas da NR 17 e da ABNT, ainda pouco exigente.

Assim apenas obedecer à NR 17 e à ABNT não basta e ai entra o conceito do fornecedor ou fabricante sério e ético para não dizer técnico e que vende soluções e não apenas produtos, que agrega em sua estratégia de marketing uma serie de perguntas técnicas às vezes difíceis de responder pelo comprador antes de vender. Mas neste caso precisa de orientação.

Nos nossos sites colocamos um arsenal de perguntas, um questionário imenso, pois a maioria de nossos clientes são empresas, fabricas, com linhas de produção muito diversas e, se para um simples condomínio já as respostas são difíceis, imaginem um frigorífico, uma linha de produção de chocolate, vidros, remédios, indústria automobilista… E tem a questão da durabilidade, pois um condomínio deve ser enquadrado na categoria das empresas com três turnos, isto é girando 24 horas, sete dias por semana.

Assim componentes como base, rodízios, pés, pistões, mecanismos, espumas, tecidos devem ser heavy duty ou serviço pesado no mínimo.

Nas cadeiras mais altas, chamadas impropriamente de caixas, a maioria ainda preconiza os aros para apoio dos pés.

Estes aros, mesmo quando bem construídos, precisam ser regulados em sua altura a fim de que as pernas, pés dos usuários fiquem bem apoiados.

Mas bem apoiados em um aro fininho, que não dá para plantar os pés, e ainda as pernas ficam encolhidas para trás?

E ainda o usuário precisa se abaixar e afrouxar o parafuso e regular a altura que ele mesmo não sabe qual é a certa.

Por isso a gente vê todas estas cadeiras altas tipo caixa com os aros sobre a base, na posição baixa sem utilidade e os pés e pernas balançando no ar.

Por isso que recomendo apoio de pés SEPARADO para ser colocado diante da cadeira. Mas o piso permite isso? Há espaço sob a mesa, sob a bancada?

A Lei Federal preconiza que o haja e assim também este particular deve ser visto e estudado principalmente nas reformas e mais ainda na construção.

E sob a bancada? Há espaço para as pernas? A cadeira pode se aproximar da mesa?  O que se observa é que se colocam gavetas e outros acessórios SOB a mesa e ou bancada e quando se regula a altura do assento em relação ao piso, não há espaço para as pernas. No Inglês se chama este espaço absolutamente necessário como clearance, isto é, o espaço claro, aberto, o vão aberto diante do usuário sob a bancada.

Na segunda opção de trabalho (seguranças), o trabalho de pé, para os seguranças exercerem bem seu serviço, ele deve ficar de pé.

Mas a Lei preconiza que para trabalhos e ou funções onde é necessário a posição de pé (como balconista, segurança) uma cadeira, um assento, um lugar próximo seja disponível para o trabalhador se sentar pelo menos em suas pausas, para se recompor, até para um simples amarrar os cadarços de seu calçado. Há um dispositivo, criado pelos norte americanos e que hoje está disponível no Brasil, fabricado localmente e que substitui este assento e ao mesmo tempo proporciona um descanso da coluna mesmo que o trabalhador fique de pé. É o Banco semi sentado Golden Seat que nós trouxemos para o Brasil há quase 20 anos e hoje é largamente usado em empresas e na maioria dos condomínios.

Claro que no mercado há muitas cópias do original. Mas aqui mais uma vez, a condição de serviço pesado 24 horas e, portanto durabilidade, o banco deve ser bem construído, robusto, para durar muito mais.

E finalmente, não esquecer que a NR 17, portanto a Lei recomenda pausas, oferta de água para hidratação e, portanto a Ginástica do Gato hoje muito divulgada na mídia é uma das melhores sugestões.

O uso de cintos abdominais lombares flexíveis nos parece igualmente muito interessante para os seguranças, pessoal de limpeza, jardinagem, motoristas e mensageiros.

Abaixo sugestão detalhada de uma cadeira para recepção de condomínios. Estudamos uma mesma cadeira para todas as posições:

O que muda é apenas a altura (coluna giratória) para os postos baixos até cerca de 700 mm. E altos até 1000 mm. Colocamos um mecanismo Back II, pois a atividade merece e um tamanho de assento encosto de ótimo custo x benefício. Colocamos acabamento sob o assento e atrás do encosto com polipropileno, base de aço com capa de polipropileno. Pés ou rodízios de Nylon e não PVC.

Modelos Propostos : Modelo H0 28 Golden Flex (foto abaixo) – Cadeira ergonômica giratória serviço pesado com assento e encosto em espuma de poliuretano injetada em uma só peça, acabamento finíssimo do encosto com capa de polipropileno, capa de polipropileno de acabamento sob o assento. Revestimentos de vários tecidos sem qualquer costura.  Acabamento e componentes padrão na cor preta. Opção Cinza.

Veja outras fotos e outras sugestões.

Importante:

Um dos maiores problemas que enfrentamos é a falta de espaço SOB a mesa ou bancada

 Gavetas, portas, prateleiras SOB a mesa ou SOB a bancada fazem com que a cadeira não se aproxime da borda da mesa ou bancada tornando a atividade anti ergonômica e muito difícil e com altos riscos de dores nas costas e nos braços

Vaja a figura, clássica que ratifica o exposto acima

Apoios de pés recomendados

Postos mais baixos:

Plataforma de MDF movimento rotacional e translação, pintada tinta anti derrapante com sulcos montada em estrutura tubular de aço pintada de epóxi, Cor preta.  – Ref. 007003

Postos mais altos:

Plataforma de aço com tapete anti derrapante movimento rotacional estrutura de aço pintada de epóxi, Cor preta. Descansa Pés Industrial com ajuste de 8 alturas (6 cm a 20 cm de altura).  – Ref.: 007007

Mais detalhes e mais solicitações de postos, fale conosco – osny@mundoergonomia.com.br  teremos imenso prazer em atende-los

#minutoergonomico

Osny Telles Orselli

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