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MAIS UMA VEZ VAMOS FALAR DE LAUDO ERGONÔMICO

Mais uma vez, vamos encaminhar uma resposta que demos frente a uma questão sobre LAUDO ERGONÔMICO

 

Artigo Comentado: 1- Bem Vindo ao MUNDO MÁGICO DA ERGONOMIA!

 

Comentário Enviado: 7090

 

não mencionamos o nome do usuário
PERGUNTA: *me tire uma dúvida! quando vc faz um analise ergonomico no setor administrativo, com relação a correção postura, (ergonomia fisico) e tem mais de 30 pessoas no setor… é necessario falar de cada um..ou posso colocar de maneira geral, já que o equipamentos são todos padroes…???

 

RESPOSTA:
De: Osny Telles Orselli [mailto:osny@mundoergonomia.com.br]
Enviada em: domingo, 3 de março de 2013 14:16
Para: m……………………………..
Assunto: Re: Mundo Ergonomia – Comentário de Artigo

 

Cara M….

 

Grato pelo seu e mail e ótima pergunta!

 

A primeira resposta e sem argumentar eu diria: Depende! ( Procure sempre em seus trabalhos, aulas, pareceres responder …. DEPENDE, pois depende mesmo)

 

A segunda resposta eu diria:

 

A análise ergonômica dos postos de trabalho, sejam eles do tipo como você chama ” escritórios” ou do tipo que eu penso que você os rotularia de “produção” ou “não produtivos” ou ainda indiretos ?(e os demais que não seriam nem escritórios nem linha de produção como um operador de ponte rolante, um segurança, motorista, limpeza…..
como você diria?), se fosem analisadas em BLOCO, chegaríamos à conclusão que você contratou associados idênticos, com as mesmas medidas antropométricas, todos com os mesmos anseios, todos indo e vindo de seus lares tomando as mesmas conduções ( e a mesma quantidade ) e ainda vivendo e tendo as mesmas atividades FORA do ambiente de trabalho.

 

Na realidade a análise do posto se mescla com a análise das pessoas, dos usuários, de suas atividades FORA do ambiente de trabalho, que ali vão exercer suas atividades laborais ou de lazer.

 

TODAS precisam ser ergonômicas, todas precisam de Qualidade de Vida, pois hoje em dia se sabe que apenas focar no local do trabalho e naquele posto, os resultados não são os esperados.
É necessário, dentre outros requisitos, conscientizar o usuário a adotar medidas preventivas a fim de que não venha ter patologias que a ergonomia pode prevenir e ajudar, até nas atividades recreativas.
( veja um artigo que escrevi há anos sobre o case de um CPD de Chicago, Illinois USA juntamente com dezenas de outros cases, artigos e debates em no portal www.cmqv.org no site www.mundoergonomia.com.br)

 

Quando você menciona equipamentos padrões e são iguais eu já vejo um problema pois as pessoas são diferentes, pensam diferentes, moram em lugares diferentes,
estudam ou não, tem ” tamanhos ” diferentes “, eventuais patologias ou sintomas anteriores… o que se conclui que CADA posto deve ser analisado e incluir os padrões
antropométricos, no mínimo, como condição desta mesma análise. Mesmo que você esteja focando apenas na postura o que concordo, pode falicitar a redação, o parecer.

 

Claro que para ecomomizar espaço podemos fazer referencias a itens similares, mas talez seja melhor pecar por excesso do que por falta.

 

Está ai um bom argumento enhtre uma análise superficial, resumo de uma mais profunda, necessária e legal, onde se analisa TODOS os aspectos
que vão produzir riscos para as pessoas a adquirir um sintoma, uma doença, um problema, que exige a análise ergononômica e deve estar nos relatórios pertinentes.

 

Um exemplo real que eu analisei há alguns anos: Uma fábrica de fabricação e embalagem de produtos de beleza super conhecida e de origem alemã, da Bavaria.
Importaram até os porta pallets que iriam armazenar as caixas com 12 frascos nos pallets. Você não imagina os problemas, pois esqueceram que alemães e principalmente do Sul, da Bavaria, são maiores, possuem braços e ante braços maiores e tem um sistema de transporte até sua fábrica totalmente diferentes de seus irmãos brasileiros, a maioria nordestinos.

 

É a minha pequena opinião.

 

Qualquer dúvida me fale

 

Abraços

Osny Telles Orselli

 

*PS Não esqueça de mencionar sempre a ergonomia de conscientização como medida necessária para a adequação ergonômica do posto de trabalho, mesmo postura. Adicione a ginástica do Gato que dá ótimos resultados com custo zero de implantação. (clique no Google e veja a, alem dos sites). Está tudo nos dois sites acima mencionado e se precisar de mais dados me fale.

 

abaixo segue uma explicação geral:

 

Introdução ao tema: ERGONOMIA / LER / DORT
Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), ou Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e as lombalgias, se constituem num dos mais sérios problemas de saúde pública da economia mundial.
Os custos sociais e financeiros destas doenças ligadas ao trabalho, tais como, tendinites, bursites e problemas relacionados à coluna dorsal são enormes. Calculam-se prejuízos da ordem de bilhões de reais e sua ocorrência hoje no Brasil é preocupante.
A primeira providência que a empresa deve tomar para diagnosticar os riscos ergonômicos a que seus colaboradores estão expostos e a forma de eliminá-los é através da elaboração de uma AET – Análise Ergonômica do Trabalho. Neste documento são elencados os riscos de cada posto de trabalho e feitas as recomendações técnicas para a sua eliminação ou, se não for possível, para sua neutralização.

 

COMO ELABORAR UM LAUDO ERGONÔMICO CONSCIENTE:

 

Como é de se imaginar, o Laudo Ergonômico de uma estação de Trabalho deve ser direcionado a análise global do posto de trabalho, sempre levando em consideração o psico – biofísico do seu operador.

 

O Laudo Ergonômico deve ser elaborado por Posto de Trabalho individual, levando em consideração, também, a empresa como um todo.
Nada deve ser analisado de forma segmentada.

 

Conforme a NR 17, o objetivo do Laudo Ergonômico é estabelecer parâmetros para a adaptação das condições de trabalho as características psicofisiológicas dos trabalhadores.

 

Temos, basicamente, 3 tipos de Laudos Ergonômicos:

 

1 – Laudo Ergonômico do Objeto

 

2- Laudo Ergonômico do Posto de Trabalho – AET

 

3- Laudo Ergonômico Funcional

 

O Laudo Ergonômico que denominamos Consciente, deve ser realizado com estudos visando os 3 tipos de laudos acima mencionados para que se tenha uma real Avaliação Ergonômica do Posto – que pode ser de trabalho ou um simples local de lazer onde assistimos uma TV ou a dona de casa realiza seus trabalhos domésticos.

 

A ERGONOMIA deve estar presente no dia a dia de toda população para prevenção dos riscos aos quais se está exposto por problemas de má postura, falta de ventilação, falta de iluminação, tamanho inadequado de ferramentas, e outras milhares de situações que se traduzem por uma má condição de equilíbrio físico – emocional – postural.

 

O desenvolvimento de um Laudo Ergonômico consta de:

 

– Estudo detalhado dos processos utilizados no desenvolvimento das atividades;
– Avaliações qualitativa e quantitativa dos riscos ergonômicos;
– Avaliação do mobiliário e equipamentos frente as atividades (hora x homem x trabalho);
– Aferição e análise das condições ambientais dos locais de trabalho;
– Aferição e análise do psico – biofísico do operador
– Recomendações técnicas para melhoria das condições de trabalho.
– Implantação de medidas de controle;
– Treinamentos e cursos sobre ergonomia;
– Mobilizações simples como a “Ginástica do Gato”

Vamos falar um pouco sobre o Laudo Ergonômico:
Quando uma empresa sofre uma ação fiscalizatória da DRT (Delegacia Regional do Trabalho) e não desenvolve nenhuma ação em ergonomia ou ações insatisfatórias geralmente é notificada, com um prazo para elaboração do (s) documento (s) solicitado (s) – geralmente o Laudo Ergonômico – passível de multa caso não cumpra esse prazo. Neste caso vem uma pergunta extremamente atual para o gestor da empresa: A elaboração da Análise Ergonômica do Trabalho (Laudo Ergonômico) é suficiente para proteger minha empresa? A resposta é DEPENDE!

 

Vejamos em mais detalhes…
O primeiro ponto é que o Laudo Ergonômico (AET) é exigência legal dentro do conjunto de normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, descrita na norma número 17 — AQUI VOCÊ PODE ACESSAR A NR 17. A segunda questão é que hoje em dia não basta somente a empresa contratar uma pessoa ou empresa que identifique os riscos presentes no ambiente de trabalho, é preciso que o profissional que desenvolve trabalhos em ergonomia aplique conceitos de gestão em suas análises de risco: identificando, eliminando (ou controlando), priorizando, avaliando e validando seus trabalhos. Com freqüência, apenas a primeira e a segunda etapas são contempladas nos estudos ergonômicos. O profissional se dirige a empresa, fotografa algumas situações, aplica alguns questionários e elabora o relatório do tipo:
1- Posto de trabalho A
riscos B + C
sugestão de melhoria SS.
Isso é suficiente? DEPENDE: Muitas vezes não…
Hoje tem se exigido, além da identificação do risco e a sugestão de melhoria, uma melhor caracterização das atividades de trabalho, estabelecendo prioridades para as ações de controle e principalmente acompanhamento do trabalho. Cada vez menos se admite o “Laudo de Gaveta”, somente para “cumprir tabela”. Muitas ações fiscalizatórias têm exigido que a AET contenha no mínimo uma planilha de correções (cronograma), pois neste caso se estabelecem prazos de cumprimento e de avaliação. Para não nos estendermos por hoje, cabe ressaltar novamente o papel do profissional capacitado. A cobrança acaba sendo natural por parte de algumas empresas, pois um laudo mal elaborado pode trazer mais custos do que benefícios, acaba gerando o “retrabalho”. Já diz o velho ditado “Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia”, mas se cabe um conselho aos profissionais que adentram à área é que surgindo uma possibilidade de trabalho, contate algum profissional com maior experiência, faça parcerias, pesquise, empenhe-se… Vale mais a pena começar com menores rendimentos porém da maneira correta!

 

Quem assina seu laudo, tem que ter condições técnicas e psicofisiológicas para representa-lo caso haja algum problema e alguma perícia seja indicada.

 

A saúde do trabalhador é muito importante pois o “capital humano” é o maior patrimônio de qualquer empresa.

 

Faça, porém – FAÇA CONSCIENTE – FAÇA CERTO!

 

Osny Telles Orselli

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