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Programa de Exercícios Melhora a Condição Física dos Motoristas

A maior parte dos fabricantes e montadoras dispõe de pistas de teste para verificar como os seus caminhões enfrentam estradas esburacadas, obstáculos de velocidade, meios-fios de calçadas e esquinas em curva fechada. Entretanto, a Kenworth Truck Co., da cidade de Kirkland em Washington, recentemente utilizou a pista do Centro Técnico PACCAR de Mount Vernon, Washington, para verificar de que maneira os motoristas conseguem sobreviver ao dirigir um caminhão continuamente, por um período de até oito horas, nessa estafante pista.

Dr. David Woodbury, um fisioterapeuta de Anacortes, Washington, acompanhou os motoristas no teste de pista por um dia e os examinou para melhor dimensionar os problemas de coluna dorsal e cervical que os motoristas enfrentavam.

Com base nesses exames, o Dr. Woodbury — que é doutorado (Ph.D.) em fisiologia do exercício — desenvolveu uma série de exercícios de alongamento e reforço muscular que o motorista poderá realizar dentro da cabina de seu veículo ou em estacionamentos, por um período de 10 minutos.

Ao desenvolver o programa de ginástica, Woodbury também considerou as pesquisas levadas a efeito por três cirurgiões ortopedistas, catedráticos da Faculdade de Medicina da Universidade de Vermont.  Esse estudo, realizado em 1985, constatou que muitos motoristas desenvolveram problemas de coluna porque, segundo Woodbury, as vibrações provocadas pelos caminhões apresentam a freqüência exata que destrói os discos vertebrais.  Além disso, quando o motorista está sentado, existe uma pressão maior sobre o espaço entre os discos.

Na maioria dos casos, o motorista padecerá de distensão ou de entorse nos tecidos moles, “o que poderá afastar o motorista da estrada por algumas semanas,” prossegue o Dr. Woodbury.  “Contudo, uma lesão de disco pode afastá-lo da estrada por vários meses ou até mesmo vários anos.  Devido ao fato de que o motorista de caminhão depende de sua saúde física para ganhar a vida, é imperativo que este adote algumas precauções para evitar problemas de coluna,” observa o terapeuta.

“O motorista leva uma vida sedentária em 90% de seu tempo,” afirma Woodsbury.  “assim, ao descarregar uma determinada carga, o motorista submete seus músculos a um esforço repentino, sujeitando-os a entorses ou coisas piores.”

Os exercícios recomendados por Woodsbury são: aquecimento, alongamento e reforço da musculatura do tronco para que o motorista possa enfrentar os esforços realizados durante as operações de carga e descarga.

O aquecimento aumenta o fluxo sangüíneo para os músculos que realizam o esforço.  Um alongamento lento e prolongado do pescoço, ombros, braços, pulsos, coluna dorsal e lombar, quadris e pernas, contribui para a redução da tensão muscular, melhorando a coordenação e o raio de ação da movimentação.

“Os motoristas do Centro Técnico demonstraram um certo ceticismo no início do programa, 18 meses atrás,” afirma Mike Milligan, especialista chefe em segurança e saúde do Centro Técnico.

“Todos me olhavam como se estivesse louco.  Porém, em pouco tempo, pudemos notar que nos sentíamos muito melhor após o início dos testes de pista. Atualmente, os motoristas veteranos aconselham aos recém-chegados que façam os exercícios para evitar muita tristeza.”

“Os benefícios vão muito além da cabina do caminhão. Eles melhoram o nosso comportamento,” observa Rich Harris, um dos motoristas do Centro Técnico.

A Kenworth pretende publicar um livreto de exercícios para motoristas. Os interessados em obter cópias, inicialmente apenas em inglês, poderão solicitar a Bras Golden Consultoria Comércio e Representações Ltda.

Porém um segundo exame MRI (Ressonância Magnética), realizado em junho próximo passado, revelou que o problema de disco havia sido corrigido cirurgicamente. Desse modo, o Dr. Salib recomendou que Reder continuasse com seus exercícios e ampliasse o tempo de trabalho no armazém.

Hoje, Reder é gerente de armazenagem da Mayflower e não sente mais nenhuma dor, segundo Jill Moritz, Vice-Presidente e Gerente Geral da Gazda.

Ao evitar uma segunda operação, a empresa de mudanças economizou no mínimo $6.0002 , afirma Connie

Clark, administrador da Mayflower no escritório de Carmel, Indiana.

Além da boa vontade de Reder em relação às orientações médicas do Dr. Salib e dos esforços de Clark e Moritz. O funcionário da Mayflower está de volta ao trabalho e livre de sua dor graças ao National Bank Injury NetWork (NBIN) com sede em Charlotte, N.C., que se encarregou do caso e encaminhou a Reder para tratamento com o Dr. Salib.  O NBIN, que presta serviços de administração de casos sob tratamento médico, foi criado há muitos anos por Ronald Basini, o atual presidente dessa entidade.

Não era preciso ser um especialista em tecnologia de foguetes

Basini, que também desempenha a função de Professor Catedrático de Marketing na Faculdade de Comércio da Queen College’s Hugh McColl, em Charlotte, interessou-se pelo assunto da elevada incidência de lesões da coluna e as conseqüentes despesas, para a indústria do transporte rodoviário, ao ler vários estudos de pesquisa acadêmica sobre o tema.

Não era preciso ser um especialista em tecnologia de foguetes para constatar que, cerca de 25% de todas ações de indenização trabalhista contra as empresas transportadoras e quase 40% de suas despesas eram representados por lesões de coluna,” explica Basini.

O Conselho Nacional de Seguro Indenizatório (National Council on Compensation Insurance), com sede em Boca Raton, na Flórida, estima que a lesão comum de coluna responda, hoje em dia, por mais de $24.000, em comparação aos US $ 8.999 de dez anos atrás.

 

A indústria do frete rodoviário gasta mais de 1 bilhão de dólares anualmente em mais de 50.000 lesões de coluna, segundo Basini. Conseqüentemente, 2,4 milhões de jornadas de trabalho são perdidas, alcançando-se uma média de 40 dias de trabalho por caso e despesas médicas diárias de $200 para as empresas transportadoras, observa o especialista.

Ao somarmos as despesas médicas e indenizatórias (salários cessantes), as lesões de coluna chegam a custar mais de $500 por dia.

 Um microgerenciamento mais agressivo

Em resumo, a meta principal do NBIN é eliminar a despesa diária de $500 que cada lesão de coluna representa para as companhias transportadoras, devolvendo a capacidade de trabalho ao funcionário em menos tempo do que a média de 4 semanas, afirma Basini.

Basini acredita que isso pode ser feito através de um “microgerenciamento mais agressivo” do processo de tratamento, que aumenta a qualidade do mesmo e reduz o tempo de afastamento do trabalho.

A meta secundária é a identificação dos casos mais graves em um período de 12 semanas, em vez dos primeiros seis meses, que é a média para as indústrias transportadoras, afirma ele.

 

A Experiência de Fleming Comprova a Vantagem dos Cintos Dorsais

A afirmação que os cintos3 fornecem apoio abdominal para as costas encontra respaldo em ‘documentação limitada,’ reconhece Lloyd Hanson, diretor de controle de riscos da Fleming Cos., o distribuidor nacional de produtos comestíveis, secos e molhados, com sede em Oklahoma City, Okla.

O Departamento Federal de Segurança e Saúde do Trabalho — Occupational Safety and Health Administration – OSHA — recomenda aos empregadores que não tornem obrigatório o uso do cinto.

Porém, Hanson conseguiu comprovar que o programa de uso de cinto de apoio pode representar “uma redução dramática” na quantidade e na gravidade das lesões de coluna.  “Podemos introduzir esses valores no banco de dados,” afirma Hanson.

A Fleming iniciou o seu programa de uso de cinto em 1990 através de um teste voluntário de quatro meses de duração. O uso do cinto reduziu em 7% o total das lesões de coluna, um corte de 67% no tempo de afastamento devido a lesões de coluna e uma redução de 93% nos dias de afastamento do trabalho.

Após o período de teste, a Fleming decidiu tornar obrigatório o uso de cintos de apoio dorsal para cinco categorias de ocupação — selecionadores, funcionários encarregados da carga/descarga de caminhões, paletizadores e motoristas de caminhão — que apresentavam a maior incidência de lesão de coluna.  Os empregados de outras categorias poderiam utilizar o cinto voluntariamente.

Um médico recomendou que a Fleming selecionasse um cinto flexível, uma vez que esse tipo de cinto permite que os músculos das costas continuem trabalhando, reduzindo-se assim a possibilidade de atrofia dos mesmos.

Várias marcas de cintos flexíveis são fabricadas a partir de um material entrelaçado que “respira,” proporcionando maior conforto ao usuário nos dias de calor.

Os resultados alcançados no primeiro ano (1990 versus 1992; os dados de 1991 não foram utilizados devido ao fato de o teste ter sido iniciado nesse ano) foram surpreendentes, observa Hanson.

A taxa de tempo perdido devido a acidentes (LTA) foi reduzida em mais de 50%.  A taxa de jornadas de trabalho perdidas caiu em mais de 75%. E o total de lesões de coluna foi reduzido em mais de 45%.  Em um período de dois anos, a LTA foi reduzida em 72%, os dias de trabalho perdidos caíram 77% e o total de lesões de colunas em 50%.

Ao constatar o êxito comprovado nas várias divisões da Fleming, Hanson estabeleceu que o método de implantação, treinamento e suporte oferecidos deveria representar uma diferença ‘significativa’ para o êxito do programa.

Segundo Hanson, as razões da redução da taxa de lesões da coluna são:

  Consciência da importância da posição correta para levantamento de pesos, como conseqüência direta das aulas sobre ‘cuidados com as costas/levantamento com segurança’ no programa denominado “A Espinha Dorsal da Fleming”

              “Outro fator,” observa Hanson, é a forma através da qual o suporte se adapta ao indivíduo.”

  Como ressalta o OSHA, o cinto não protege o indivíduo contra uma lesão de coluna. Mas, ajuda a reforçar os procedimentos adequados de levantamento de peso ao tornar-se desconfortável quando o indivíduo se encontra agachado, curvado ou torcido.

  Como um lembrete visual para os supervisores e ajudantes, os cintos aumentam a consciência dos empregados sobre a segurança da coluna e procedimentos adequados para levantamento de pesos.

“O programa de cuidado com as costas demonstra que quanto mais tempo o paciente se mantém inativo, maior a sua tendência de permanecer inativo. Ele continua a deteriorar,” afirma Basini.  “Nosso objetivo é trazer esse indivíduo de volta ao trabalho no menor espaço de tempo possível.”

Basini afirma que o programa de contenção de despesas e administração de tratamento médico do NBIN pode, “em uma estimativa conservadora,” cortar em 25% as despesas causadas por lesões de coluna principalmente através da redução do período de afastamento do trabalho.

Desde que o programa foi iniciado, há cerca de um ano, o NBIN cuidou de 250 casos, alcançando em média um   período de afastamento do trabalho de apenas 14 dias.

“Este é o plano de cuidados administrados da Administração de Clinton posto em prática,” diz ele.

Logística e não medicina

Após reunir-se com inúmeros representantes de Empresas Transportadoras e médicos em todo o país, Basini a “logística e não a medicina” representava o maior obstáculo contra o retorno rápido do paciente ao trabalho.

“Tornou-se evidente que as necessidades não atendidas poderiam ser resolvidas através da coordenação do cuidado médico ao paciente,” continua Basini. Assim, Basini ao fundar o NBIN, decidiu que este órgão deveria ser uma coalizão entre a indústria de transportes e empresas de serviços médicos.

Por essa razão o Network (NBIN) possui três conselhos consultivos.

  1. O conselho consultivo da indústria, cujo presidente é Ron Chipman, vice-presidente executivo da Watkins Motor Lines, Lakewood, Fla., é constituído de executivos das 14 maiores transportadoras do país.

A Regular Common Carriers Conference da ATA (RCCC) também possui um representante no conselho.  Esta Conferência interveio e forneceu fundos para ajudar o NBIN a dar início ao seu programa piloto, segundo Kevin Williams, conselheiro geral da RCCC.

A RCCC ficou impressionada com o NBIN porque, “não é um programa de redução de custos através da procura de um médico mais barato. Redes de cooperação como esta representam uma economia para o futuro,” afirma Williams.

Outro membro do conselho é Kevin Hiltbrand, presidente da National Employee Care Systems (NCES), Macedonia, Ohio, uma empresa administradora de reclamações trabalhistas para terceiros, servindo exclusivamente a indústria de transportes.

Antes que ele e seus companheiros assumissem a empresa, a NCES administrava as reclamações e reivindicações dos trabalhadores e prestava serviços de pesquisa de mercado para a Progressive Insurance antes dessa firma se retirar do mercado de ações indenizatórias, observa Hiltbrand.

Apesar do fato de a NCES ser uma empresa que administra serviços, ela encaminha todos os seus casos de lesões da coluna para o NBIN devido ao seu recomendável histórico de desempenho.

“No início não acreditávamos muito,” observa Hiltbrand.  Mas ele se impressiona com a “habilidade que o NBIN possui em obter segundas opiniões e exames médicos independentes de modo rápido, pelos melhores especialistas,” diz ele.

“Outros setores de serviços exigiriam até seis semanas para marcar uma consulta com apenas um bom médico, não com a elite da ortopedia no NBIN Network.

  1. O conselho consultivo médico da NBIN, constituído por 10 médicos proeminentes, especializados em casos de coluna, tem como presidente o Dr. Arthur H. White.

White, um cirurgião ortopédico de renome mundial, é o Diretor Médico do San Francisco Spine Institute e ex-presidente da North American Spine Society. Os fãs do futebol americano reconhecem o Dr. White como o médico que operou a coluna de Joe Montana quando este era um jogador de defesa no San Francisco 49ers.

       O conselho de fisioterapia, formado por oito membros, é presidido por Susan Isernhagen de Duluth, Minnesota.

O programa é ímpar, afirma Basini, porque as comunidades médicas e seguradoras não mais controlam as despesas e o processo de tratamento.  Em vez disso, o NBIN torna-se o representante da diretoria das frotas, encarregando-se de todo o processo administrativo quando se trata de casos de lesões de coluna.

 Três componentes

O programa do NBIN possui três componentes integrados:

  1. O Programa “Back Alert” executa o serviço de administração de casos médicos, que visa à administração da logística do tratamento.

Uma intervenção inicial rápida e oportuna é um fator crítico para o processo, afirma Basini.  Quando um membro das frotas associadas ao NBIN comunica imediatamente a ocorrência de lesão de coluna no trabalho, um coordenador de tratamento da organização marca consulta médica em não mais de 48 horas após o recebimento do comunicado.

Os coordenadores de tratamento também providenciam acompanhamento e retornos posteriores de consulta e fisioterapia, lembrando os reclamantes a respeito dessas consultas e avaliando os padrões de tratamento fornecido.  Além disso, o NBIN colhe e divulga as informações relacionadas com essas visitas a quem possa interessar.

Os casos crônicos, com no mínimo três meses de duração, representam 80% de todas as despesas com lesões de coluna, afirma Basini. O pessoal do NBIN é capaz de expedir resoluções sobre casos crônicos através de segundas opiniões cujas conclusões tardam no máximo 72 horas.

Para provar que o uso de segundas opiniões pelos especialistas do NBIN representa uma economia direta para os seus associados, Basini observa que metade das cirurgias recomendadas inicialmente foram solucionadas através do NBIN, que optava por um procedimento menos dispendioso ou por terapia não-cirúrgica.

A taxa média de administração para cada caso situa-se ao redor de $250, porém, devido ao fato de esta taxa não ser suficiente para cobrir as despesas, Basini afirma que haverá um aumento no próximo ano.  O NBIN também oferece a opção de uma taxa contratual anual com base no tamanho da frota segurada.

  1. O ‘Spine Specialist Preferred Provider Network’ oferece médicos para primeiros atendimentos, orientados para as lesões de coluna, especialistas em ortopedia, neurocirurgiões e fisioterapeutas especializados em lesões de coluna.

O NBIN verifica as credenciais de seus prestadores de serviços médicos, programações de pagamento de honorários e estima quanto tempo será necessário para marcar uma consulta, bem como do período médio necessário para a liberação do paciente.

Basini espera até mesmo que seus proponentes, revelem os nomes das empresas-clientes com as quais os mesmos tiveram um relacionamento profissional fracassado, no que diz respeito a casos de ações indenizatórias pelos empregados.

As empresas associadas que prestam os serviços médicos comprometem-se a fornecer aos pacientes do programa “Back Alert” a máxima prioridade na programação de consultas. E também se comprometem a enviar por fax ou modem relatórios de suas averiguações, terapia recomendada e os devidos acompanhamentos em formulários especialmente elaborados pelo NBIN para essa finalidade.

Em troca, Basini afirma que se compromete aos profissionais médicos do Network que lhes encaminhará pacientes.  Porém, Basini, não obtém nenhum desconto nas taxas médicas, o que é comum nos sistemas de assistência médica.

Os empregadores tampouco devem esperar um desconto nos preços.  “Pode custar o dobro em relação ao que a empresa gastaria se encaminhasse seus empregados ao médico da companhia, porém o paciente recebe um melhor tratamento e recupera-se com maior rapidez,” explica.

O Network compreende (National Tertiary Spine Centers of Excellence) Centros Nacionais de Excelência Especializados em Coluna- aos quais todos os fornecedores de serviços para lesões de coluna estão afiliados e localizados na mesma área – em Dallas, Minneapolis (onde Roger Reder foi tratado) e a Clínica do Dr. White em São Francisco. Além disso, o Network organiza “equipes de atendimento de emergência” constituídas por três ou quatro ortopedistas especializados em coluna vertebral em outros centros, como Atlanta, Birmingham, Charlotte, Denver, Harrisburg, Indianapolis, Los Angeles Milwaukee e Pittsburgh.

O NBIN pretende estender os seus serviços para 40 cidades em 1994.  E, dentro de dois anos, Basini estima que o programa estará em 200 áreas metropolitanas por todo o país.

  1. O banco de dados, “Resultado de Tratamento Médico de Lesão de Coluna e Informações da Clearinghouse4 ” para redução de custos e comunicação de resultado de tratamento.  O aplicativo permite o registro de:

  Quantidade, custo e sequência de todas as consultas estimadas e efetivadas a médicos e fisioterapeutas; cada diagnostico, medicação e terapia recomendada.

  Descrição da lesão do reclamante, posição e tarefas e qualquer outra lesão anterior; dados demográficos do empregado, características da empresa, despesas com salários de indenização e informações pertinentes sobre a ação do empregado.

  O sistema também permite o registro dos resultados de testes, data estimada e efetiva de retorno ao trabalho, limitações físicas e restrições ocupacionais, resistência ao trabalho, outros tratamentos de reabilitação no próprio trabalho e outras informações pertinentes. Todos os dados são encaminhados pelos coordenadores de tratamento do NBIN para os seus clientes, administradores de reclamações e seguradoras de frotas.

Se o fornecedor de serviço deixar de preencher os formulários do NBIN ou transmitir os dados eletrônica e imediatamente para os coordenadores de tratamento do Network, em Charlotte, o mesmo é eliminado do sistema.  Em última análise, o sistema disporá de dados suficientes para uniformizar os protocolos de avaliação e os padrões de tratamento que todos os prestadores de serviço ao NBIN oferecerão.

3 N.T. Os cintos abdominais dorsais, ou simplesmente cintos abdominais ou cintos dorsais são expressões empregadas para o nosso produto.

4 N.T. Clearinghouse – Instituição na qual são conciliadas e julgadas as reclamações.

(*) A BraSGoldeN Mundo Ergonomia, através de sua divisão de consultoria poderá ajudar na obtenção desses materiais em língua inglesa. Há outros disponíveis em inglês e português.

    Devido ao fato que a indústria do transporte rodoviário não é capaz de levantar os cinco milhões de dólares necessários para a conclusão do Network em escala nacional, Basini pretende oferecer os serviços do NBIN para outras indústrias, como a da produção, construção e processamento de alimentos.

“Os caminhoneiros são maravilhosos para se trabalhar. Eles têm tanta vontade de mudar porque existe uma necessidade gritante de mudarmos a forma através da qual a indústria trata desses casos,” observa Basini.

Porém, os executivos de frotas não se associaram à NBIN apenas para economizar dinheiro.

“É surpreendente a quantidade de proprietários de empresas transportadoras que me telefona desejando informações sobre o estado de saúde de seus motoristas,” diz Basini.

Este artigo é parte de uma série contínua de características das soluções alcançadas nas ações indenizatórias dos trabalhadores. As três histórias da série compreendem:

           Como a Roadway Express conseguiu reduzir as despesas com indenização de seus empregados em US$1,2 milhões em apenas um terminal no ano em que estabeleceu um programa de reabilitação inovador.

           Como a Yellow Freight reduziu a quantidade de reclamações indenizatórias em 25% e reduziu o tempo de afastamento médio de 60 para 16 dias.

           Como as pequenas frotas podem alcançar grande economia através do seguro individual contra cobertura indenizatória de seus funcionários, através de um programa de combinação de recursos oferecido por uma associação de comércio.

Problemas de coluna respondem por 25% das ações indenizatórias de caminhoneiros

As distensões e entorses das costas respondem por quase um quarto de todos os acidentes de trabalho sofridos pelos empregados de empresas transportadoras.  As lesões de coluna absorvem cerca de um terço de todas as despesas indenizatórias do setor de transporte rodoviário.

Estas conclusões preliminares baseiam-se em resultados de pesquisa sobre causas, taxas de incidência e custo dos acidentes e enfermidades do trabalho ocorridos na indústria do transporte rodoviário.

Este estudo é patrocinado pelo Truck Research Institute da Fundação ATA. O estudo foi conduzido por Milliman & Robertson Inc., uma empresa de consultoria de Nova Iorque.

Os resultados preliminares foram apresentados por ocasião da recente Conferência Gerencial da ATA em Orlando, Fla., pelo Dr.  Philip Borba, que dirige o projeto para a Milliman & Robertson.

Embora o estudo compreendesse mais de 120.000 ações indenizatórias movidas por empregados da indústria do transporte rodoviário entre 1988 e 1991, cerca de 60% das ações foram movidas em 1991, segundo o Dr. William C. Rogers, diretor de pesquisas da fundação.

Após examinar os dados sobre todos os tipos de ações indenizatórias apresentadas pelas frotas participantes, os pesquisadores determinaram que:

           os motoristas de caminhão responderam por 45,6% de todas as ações; os manipuladores de carga representaram 38,6%; o pessoal gerencial e administrativo 10,1% e os mecânicos 5,7%.

           38,4% das ações desses motoristas apenas diziam respeito a despesas médicas e 56,1% dos casos desse grupo incluíam em suas ações as despesas para compensar os salários cessantes.

  • 41,1% das ações movidas pelos manipuladores de carga diziam respeito apenas a despesas médicas, enquanto 32,3% desses casos incluíam outras despesas indenizatórias.

Nos casos onde não havia outras despesas indenizatórias, as despesas médicas totalizaram entre US$ 300 e US$ 500.

Quando as despesas médicas foram associadas ao tempo de afastamento, a média das despesas médicas disparava para US$ 4.852 para motoristas, US$ 5.389 para mecânicos e US$ 3,624 para os manipuladores de carga.

As despesas indenizatórias foram: US$ 9.521 para motoristas, US$ 9.566 para mecânicos e US$ 5.417 para os manipuladores de carga.

Segundo os pesquisadores as constatações confirmam a hipótese que os motoristas incorrem em danos mais graves e ações relativas a afastamento mais prolongado, enquanto as lesões sofridas pelos manipuladores de carga tendem a provocar incapacidade por um menor período de tempo.

Artigo publicado em inglês na revista “Comercial Carrier Journal”, em dezembro de l993.

Tradução: Traduzido do Original em inglês pela Bras Golden Ergonomics.  Proibido sua divulgação sem autorização expressa da Bras Golden Ergonomics.

Tradução Osny Telles Orselli

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