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Cintos Lombares – Porque eles não são EPI’s -Histórico no Brasil

Os cintos abdominais lombares ou cinturões lombares, conhecidos nos EUA como Back Supports, foram introduzidos de maneira profissional no Brasil através da Bras Golden Ergonomics há cerca de 7 anos.

Naquela época eram importados dos EUA. Junto com os cintos, sendo a Bras Golden uma empresa voltada a prevenção e voltada à solução dos problemas por completo, através do seu Diretor Técnico, Eng Osny Telles Orselli, trouxe junto e sempre associou o uso dos cintos com técnicas de prevenção de lombalgias e lesões da coluna.

Nos EUA, onde o Eng. Osny estudou e trabalhou, verificou que este produto, quando comercializado por empresas decentes e que realmente eram voltadas à solução do problema, os “Back Supports” eram comercializados com a recomendação de serem introduzidos aos funcionários e trabalhadores, sempre através de um programa amplo de prevenção, estribado na chamada Ergonomia de Conscientização.

O Eng. Osny, em seus cursos, palestras e artigos que escreve, sempre salienta que a Ergonomia de Conscientização é a mais importante e a mais esquecida. “Não adianta comprar cadeiras super caras e ergonômicas se não ensinarmos ao usuário como tirar o máximo da sua cadeira, como ela deve ser sua altura , por exemplo, regulada e porque; a importância da boa postura dentro e FORA do local de trabalho; a importância de conhecer a limitação de seu corpo, como ele funciona; porque é importante manter o condicionamento físico com exercícios regulares, ginástica laboral, etc. Tudo isso foi incorporado em Programas de Prevenção de Conscientização para as LER/DORT e Lombalgias / Lesões da Coluna, respectivamente através dos programas Punho SeguroÒ e Coluna SeguraÒ da Bras Golden Ergonomics.

Nos EUA, as empresas sérias que associam seus “Back Supports” com programas de conscientização, VENDEM estes programas, oferecem estes programas in company. No Brasil, um país sem cultura de prevenção, sem conhecer os “Back Supports”, um produto ainda pouco conhecido, foi adotado pela Bras Golden que os mesmos não seriam vendidos, mas cedidos, sem custo, às Empresas que comprassem um mínimo de cintos lombares. Seus Manuais foram cuidadosamente escritos para que os programas fossem administrados e conduzidos pelas próprias empresas, sem a ajuda da Bras Golden. A Bras Golden estaria na retaguarda, sempre, e, é claro, para àquelas empresas que desejassem que a Bras Golden administrasse os Programas in company, poderia fazê-lo sob orçamento.

Uma parte do Coluna SEGURAÒ, isto é, os pôsteres, independentemente da quantidade adquirida, são entregues junto a cada cinto comprado, mesmo que seja uma unidade.

O restante do Programa, vídeo e Manual, juntos, comporiam o Programa.

Os cintos, quando introduzidos sem o Programa, não são muito eficientes.

O Programa, quando introduzido sem os cintos, também não são muito eficientes.

Mas, quando os dois são associados, o resultado é impressionante.

Nos EUA e no Brasil, os inúmeros casos comprovam esta assertiva.

Quando os mesmos eram importados, junto com outros produtos importados,  à época, pela Bras Golden,  junto com os Programas de Conscientização mencionados acima, como suportes de punho flexíveis para a prevenção das LER e outros, os mesmos foram conhecidos pela Chefia da então SSST do então Ministério do Trabalho, durante uma Feira de Material de Segurança Ocupacional, em Belo Horizonte. As doenças musculoesqueléticas ocupacionais estão crescendo no mundo todo, e no Brasil mais ainda.

O material apresentado na Feira e seus produtos eram pioneiros no Brasil. Não sendo a intenção das Bras Golden torna-los EPI’s,  pois nos EUA nunca o foram, pois em sendo, eles passam a ser obrigatórios e devem ser submetidos a normas que ainda não existem, a Bras Golden acolheu o convite da chefia da SSST para que enviasse uma cópia de todo o seu arsenal técnico existente e uma amostra de cada produto. Dali a poucos meses, a SSST, informou à Bras Golden, que estaria concedendo CA’s para todos os seus produtos, desde que a Empresa tivesse o CRI (Certificado de Empresa Importadora de EPI’s) e enviasse laudos de pessoa gabaritada, para cada produto. Isto foi feito e CA’s foram emitidos com a validade de praxe, de um ano, para EPI’s, sem normas específicas.

Este fato foi amplamente divulgado pela própria SSST e dali a alguns meses, com a divulgação, começou a SSST a receber uma chuva de pedidos de CA’s para produtos copiados da Bras Golden, mas sem a qualidade e sem o cuidado dos programas associados.

A Bras Golden foi chamada a Brasília e lhe explicado que sem normas claras para a escolha da matéria prima, testes de funcionabilidade, etc, etc seria obrigada, por questão de não estar privilegiando uma empresa privada, não iria emitir CA’s para outras empresas, para estes produtos. Foi-lhe dada, sim, o privilégio de usar os CA’s até sua data de validade, e os mesmos não seriam renovados. Assim durante um ano, os Back Supports e outros produtos afins tiveram CA’s e foram considerados EPI’s pelo Ministério do Trabalho. A Bras Golden, como nunca foi sua intenção de considerá-los EPI’s acatou a decisão.

Porem, a correspondência do Ministério do Trabalho/SSST, foi usada por uma série de Empresas, que viram nestes produtos um mercado promissor,  para fabricar e comercializar produtos mal copiados, com matéria prima de péssima origem e o pior, com material substituído por outros que podem até levar a lesões sérias no fígado e baço como é o caso de Cintos Suportes que usam lona ao invés do finíssimo, transpirável e flexível Lycra, por exemplo.

Até fotos da BraSGoldeN foram usadas e, como os cintos lombares são parecidos, e as pessoas não conhecem bem as diferenças, compram e continuam comprando gato por lebre.

Com a queda do Real, a Bras Golden passou a fabricar, ela mesma, os cintos lombares e outros produtos made in Brazil, mas, com as mesmas técnicas e seguindo as mesmas especificações dos cintos originais, particularmente as matérias primas algumas ainda importadas e, passou a ter a assistência técnica de uma empresa norte americana. Os “Back Supports” da Bras Golden são comparáveis aos do tipo premium americanos. A Bras Golden decidiu fabricar apenas o modelo premium e não aceita descer a sua qualidade a fim de brigar com a concorrência que insiste em produtos pobres e deficientes. 

Nos EUA, a produção de back Supports é da ordem de 10 milhões de unidade / ano. No Brasil, é muito, mas muito mais inferior.

Continuando estribada na escola americana sobre estes produtos, mesmo que entidades como o NIOSH achem que eles podem não ser eficientes,(mas não o condenam), continuamos firmes nas considerações técnicas de empresas de seguro norte americanas que, para calcularem seus prêmios de seguro contra doenças musculoesqueléticas nas empresas, como as lombalgias e lesões da coluna, quando a empresa adota os  “Back Supports” o premio é reduzido; quando os associa a programas de prevenção do tipo Coluna Segura, então o premio cai ainda mais. Se as Cia de seguros, que empregam médicos, engenheiros e técnicos ocupacionais para os seus cálculos atuariais, recomendam o uso dos cintos lombares, nos parece que, aliados aos inúmeros relatórios técnicos, alguns extremamente detalhados, que se encontram anexos a este texto, os mesmos funcionam e funcionam bem.

Um dos mais simples testes que recomendamos é fazer a gerência usá-los nas suas caminhadas, durante as viagens de automóveis (a amplitude da freqüência com que as vértebras oscilam em função das irregularidades do terreno diminui com o uso dos cintos, diminuindo a fadiga postural) e nos trabalhos de hobby em casa. Até o momento o resultado foi 100 % a favor imediato dos cintos, mas, não esqueça, sempre, do Programa Coluna Segura® associado.

Eng. Osny Telles Orselli

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